Um fenômeno juvenil tem chamado atenção da sociedade recentemente: os rolezinhos. Estes encontros promovidos pelos adolescentes têm gerado preocupação, pois são realizados nos shoppings, isso prejudica os lojistas e coloca a segurança desses adolescentes em xeque.
Os shoppings, em sua maioria, não têm capacidade para comportar tantas pessoas aglomeradas, pois não possuem saídas de emergência suficiente, nem áreas de escape. Um possível acidente colocaria em risco a vida de clientes e rolezeiros. Segundo o Desembargador Rômulo Russo, que proibiu os rolezinhos em alguns shoppings de São Paulo, é preciso evitar uma tragédia análoga a de Santa Maria, quando mais de 200 pessoas morreram queimadas devido à falta de saídas de emergência em uma boate.
Ainda, o grande número de adolescentes reunidos preocupa os lojistas que possuem seus comércios dentro dos shoppings. A clientela caiu 25% desde o início dos rolezinhos, segundo a Alshop (Associação Brasileira de Lojistas dos Shoppings). Isso prejudica sobremaneira o faturamento desses comerciantes.
É claro, deve-se respeitar a fase de desenvolvimento pela qual esses adolescentes estão passando. Porém, não se pode negar os problemas trazidos pelos rolezinhos. Diante disso, as prefeituras deveriam disponibilizar locais abertos, como os parques, para a realização desses encontros. Esses locais trariam mais segurança aos jovens sem a necessidade de proibição de tais fenômenos.
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